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EP1: AUDIOVISUAIS PERIFÉRICOS E AS MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES DE SI



Curadoria de vídeos para o Galpão Bela Maré em 2017.
Por Lorran Dias

Com a oportunidade de criar um espaço expositivo no Complexo da Maré -, lugar de nascimento -, me vi com o conflito de pensar: quão potente seria sujeitar à exposição para periferias a realizações de corpos também entendidos como periféricos? Observo um panorama atual de representação das minorias políticas nas mídias extremamente estigmatizado por valores genéricos sendo agregados ao imaginário popular que diz respeito a corpos negros, mestiços e pobres.
As histórias que esses corpos querem contar sobre si são as mais variadas e vão desde narrativas abolicionistas com Zózimo Bulbul até a radicalização de padrões heterocisnormativos como nos vídeos de Bonde das Bonecas, Dandara Sedução, Leona Vingativa e Walla Capelobo, por exemplo.
Unindo um incômodo particular sobre as representações midiáticas do “ser periférico e marginalizado”, me é urgente evidenciar, e tornar circulantes, alguns trabalhos audiovisuais que expressem autênticos desejos de projetar imagens de si para o mundo, ressaltando suportes possíveis pelo barateamento de aparelhos celulares e a facilitação do acesso ao dispositivo da câmera digital e a web - característica de um momento específico do neoliberalismo.
Deste modo a textura de imagens digitais de baixa resolução acaba tornando-se um sintoma estético de uma movimentação que irá compartilhar do exercício do plano sequência como fator estruturante de muitas peças audiovisuais; e também da participação afetiva de amigas, como a contribuição coletiva no extracampo das imagens da videoperformance do Dj Sem Nome, ou  coreografando nos quintais de casa e ruas dos seus bairros, tanto em terras brasileiras (nos vídeos do Bonde das Bonecas e da bixa Saullo Berck) como nas produções asiáticas de Royce Cherdan Lee e o Team ASPO nas Filipinas.
Almeja-se com a experiência dessa cabine perceber como nós, figuras marginalizadas podemos nos reinventar com produções subjetivas que partem sobre e para nosso próprio corpo; como que através de intenções diferentes para cada vídeo podemos desestabilizar a manutenção de um lugar de oprimido e produzir expressões afirmativas sobre nossas vivências e vontades: Re-Existir.


Alma no Olho, 1973, Zózimo Bulbul.
Metalinguística, 2017, Bianca Kalutor, Lorran Dias e Rebeca Vallacovan.
Todas as trans finíssimas fumando maconha, 2016, Trans finíssimas.
Periférico, 2014, Renata Sampaio.
Migues, 2015, Lorran Dias/Anarca Filmes.
Dandara Sedução, 2012, Dandara Sedução.
Jardineire Infiel, 2015, Walla Capelobo.
Meu nome é Leona, 2011, Leona.
Incorporou a bailarina, 2014, Bonde das bonecas. MEU PODCAST 002 AÍ RAPAZIADA TÁ BRABO KK 🎵🎤 ,  2017, DJ Sem Nome.
Where have you been - Rihanna, 2015, Saulo Berck.
All about that bass, 2015, Royce Cherdan Lee.
Entre as Guerras, 2016, Diambe e max wíllà morais.


︎ 1ª TEMPORADA  ENCERRADA 

 IMAGENS PARA MUNDOS DEPOIS DO FIM




VITRINE FILMES INDICA: CINEMAS BRASILEIROS POSSÍVEIS 

LORRAN DIAS            

PERPÉTUO (INTERNATIONAL FILM FESTIVAL ROTTERDAM 2019) - English Subtitles             

RETROSPECTIVA 

ANARCA FILMES                      CONTEÚDO +18

BAD GALETO: NO LIMITE DA MORTE (2017), DESMONTE (2016), MIGUES (2015), X-MANAS (2017), TRÓPICO TERRORISTA (2016), WALESKA MOLOTOV (2017)  


REPRISE: CORPO-DOMICÍLIO

 PROGRAMA DE VIDEOPERFORMANCES 


, CARMEN LUZ, GRACE PASSÔ, MAX WÍLLÀ MORAIS, PODESERDESLIGADO, RAINHA TIMBUCA, SABINE PASSARELI, WILSSA ESSER

SESSÃO CORAGEM

ANTI: RESIDÊNCIA FÍLMICA  

EDNA (2018), O CONTO DO NUNCA MAIS (2019), EDUCAÇÃO TRAVESTY (2019), FAZEMOS DA MEMÓRIA NOSSAS ROUPAS (2019), BARBIE ORGULHOSA DE SEUS PRIVILÉGIOS (2018), SAILOR MONSTRAS (2018), ERÓ (2018), THIS IS AN OPTICAL ILLUSION (2018), QUANDO UMX CORPX VIRA CINZAS?  (2018)